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domingo, 26 de outubro de 2008

Choke

Uma colorida comédia de humor negro sobre a relação entre mães e filhos, compulsão sexual e o sórdido lado oculto dos parques temáticos de Colonial. Victor Mancini, um ninfomaníaco desistente do curso de Medicina, mantém sua mãe Ida, que está cada vez mais perturbada, em um caro hospital, para poder trabalhar como ator. Ele está representando um papel histórico em um parque temático de Colonial Williamsburg. À noite, Victor freqüenta finos restaurantes e finge estar engasgado, na esperança de ser salvo por um abastado cliente. Quando sua mãe, num estranho momento de lucidez, revela que guardou a surpreendente verdade sobre a identidade de seu pai, Victor conta com a ajuda de seu melhor amigo Denny e da bela médica Dra. Paige Marshall para desvendar o mistério. Antes que a verdade sobre seu parentesco divino se perca para sempre.
EUA, 2008
Direção: Clark Gregg
Uma comédia sobre vicíos e carências. O filme proporciona boas risadas e conta com bons atores. Angelica Huston faz o papel da mãe pertubada. Aliás, um papel onde ela vem se destacando em sua filmografia recente. Em "Viagem para Darjeeling" ela também faz uma mãe relapsa. Um filme justo com cara de comédia americana, (Não vá pensar em "American Pie") mas não é o tipo de filme que agrade muito aos frequentadores da Mostra. Espere o dvd que você ganha mais.

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29/10 - quarta-feira 14:30
Espaço Unibanco Pompéia 10




terça-feira, 24 de março de 2009

Maravilhoso e Inesquecível! RADIOHEAD


Chácara do Jóckey - São Paulo - 22/03/2009
Como já havia previsto, o show foi simplesmente divino. Vamos por partes.
Cheguei bem a tempo de conferir a tão aguardada perfomance dos Los Hermanos. O show que estava marcado para acontecer as 18:30, começou inacreditavelmente 5 minutos ... ADIANTADO! Pois é, e assim foi até o último show. Nota 10 para a pontualidade do evento.
Apesar da leve garoa que caia no momento, nada impedia que seus calorosos fãs entoassem as canções a plenos pulmões. Fiquei até traumatizado com um guria que não cantava, mas sim berrava sua voz de taquara rachada no meu ouvido. Um horror rs. O som dos Hermanos estava mais baixo que as 2 atrações que seguiriam.
Como só comecei a acompanhar o trabalho da banda a partir do 4° disco, que eu acho muito bom, para mim o show foi ótimo, pois baseou-se nas músicas desse trabalho princilpamente. E ainda pude curtir Amarante ao vivo com sua voz rasgada, que cá entre nós, é muito melhor que o papa feto Camelo.
Para os fãs de verdade, o show foi o pior de todos e reinvidicavam a execução de canções como "Primavera", URGH! Me safei dessa. O show terminou com Amarante dizendo: Até algum dia, ou seja, nada de planos concretos de retomarem a banda, pelo menos por enquanto.
O Kraftwerk foi convidado pelo Radiohead para abrir a turnê sul-americana. Com apenas um dos membros originais, o show da banda alemã de quase 40 anos de estrada foi baseado em clássicos como "The Robots"(com a tradicional substituição dos membros por suas réplicas mecânicas), "Autobahn" e "Trans-Europe Express". Para os interessados foi um ótimo show e para quem queria dar uma descansada antes do main course da noite, foi a pedida para tomar uma cervejinha (5 pilas) e comer alguma coisa.
Aliás, a estrutura do setor de serviços foi um HORROR! Imagine 2 barraquinhas, uma de pizza e outra de cachorro-quente, fritas e refrigerante. Imagine agora, 3 caixas para atender 30.000 pessoas. Tava pior que barraca de quermesse. Você paga caro por um serviço de merda. 1/2 hora pra conseguir pegar uma ficha. Mais 15 minutos pra conseguir pegar uma pizza das mais simples (8 pilas). Fala sério! Todo grande show é a mesma porcaria. Um desrespeito total com o consumidor.
Mas falemos de coisas agradáveis. E põe agradável nisso. O show principal da noite começou pontualmente as 22:00. Um cenário maravilhoso e futurista compôs o palco. Era como pilastras de ferro de variados tamanho que desciam do teto que juntamente com o trabalho fenômenal de iluminação, criava efeitos abstratos e surreais de acordo com a canção executada. Temos ainda a criatividade no uso dos 3 telões.
O Radiohead sempre procurou executar um trabalho de excelente qualidade e isso não resume-se à música. Eles são muito preocupados com a questão que a imagem da banda transmite. Seus videoclips são super elaborados, originais e criativos, com uma mensagem sempre à espera de ser captada. Com as capas dos discos não é diferente e consequentemente, com os telões de seus shows, também não. Um espetáculo.
O som dos caras é minuncioso e preciso. Quem entende um pouco de música, vislumbra-se com os arranjos e a genialidade da trupe de Thom Yorke e as expressões faciais de deslumbramento eram visíveis no rosto da platéia. Meu grande desejo é poder ver um show deles em uma casa de shows pequena, onde se pode acompanhar a evolução de cada nota desta banda única no cenário musical atual.
Estão sempre inovando e se reconstruindo, vide a genial idéia de lançar o último álbum "In Raibows" na internet, onde o público poderia pagar quanto quisesse pelo disco. E o começo do show foi baseado neste último trabalho.
Depois vieram clássicos como "Paranoid Android", "Karma Police" e "Fake Plastic Trees". A banda voltou para 3 bis. E quando todos pensavam que o hino "Creep" ficaria de fora do set list paulistano, Thom Yorke volta para cantar a canção com o público que foi ao delírio no desfecho desta noite memorável.
Eles merecem todo reconhecimento que conseguiram. E se não bastasse, ainda são super engajados com a Sétima Arte. Quer perfeição maior que esta? A banda é responsável pela trilha de "Choke", último filme do roteirista de "Clube da Luta", Chuck Palahniuk e que esteve presente na última Mostra de Cinema de São Paulo e já foi comentado por aqui. Ainda temos o baixista Colin Greenwood que compôs as canções para o longa "Woodpecker" de Alex Kapovsky e a aclamada trilha composta pelo guitarrista Johnny Greenwood para o excelente "Sangue Negro". Ufa!
Então, nada mais justo do que abrir uma excessão e adicionar na Rádio Trilha, algumas canções da melhor banda da atualidade que proporcionou aos brasileiros o melhor show deste ano, do ano passado e do ano que vem. De arrepiar. Thanx my Lord!
ps: Nem a demora para sair do estacionamento oficial (35 pilas!) foi o suficiente para tirar o sorriso do rosto. Sorte dos responsáveis, pois foi um verdadeiro caos. Eu pessoalmente, consegui sair à 1:40. O show acabou 0:10. E ainda querem fazer a Copa no Brasil. Por favor! Mas continua tudo lindo e minha semana será maravilhosa.